terça-feira, 27 de maio de 2014

o precariado e a luta de classe

“A economia mundial encontra‑se em plena Transformação Global, produzindo uma nova estrutura de classes a nível global. Está a surgir uma nova classe – o precariado –, que se caracteriza por incerteza e insegurança crónicas. Embora o precariado esteja ainda em constituição, com divisões no seu seio, os seus elementos encontram­‑se unidos na rejeição das velhas tradições políticas dominantes. Para se tornar uma classe transformadora, no entanto, o precariado necessita de ultrapassar o estádio de rebelião primária manifestado em 2011 e de se constituir como uma classe‑para‑si, capaz de se assumir como força de mudança. Isto implica uma luta pela redistribuição dos bens fundamentais para uma vida boa numa sociedade boa no século xxi – não os “meios de produção”, mas a segurança socioeconómica, o controlo sobre o tempo, espaços de qualidade, conhecimento (ou instrução), saber financeiro e capital financeiro.”

Guy Standing, « O precariado e a luta de classes », Revista Crítica de Ciências Sociais, 103 | 2014, 9-24.

Leia o texto integral

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Dossiê - Sociologia Econômica e das Finanças

“Esta edição de lançamento da revista NORUS – Novos Rumos Sociológicos –  é mais um esforço de consolidação do Programa de Pós-Graduação (PPGS) em Sociologia, da Universidade Federal de Pelotas. Trata-se de um momento muito especial, para o Programa, pois estamos concretizando o objetivo de construção de um periódico de difusão de conhecimentos produzidos nos âmbitos nacional e internacional. O primeiro número inclui o Dossiê de Sociologia Econômica e das Finanças, organizado pelas pesquisadoras Marina de Souza Sartore (UFG) e Elaine da Silveira Leite(UFPel), além de artigos diversos da grande área das ciências sociais, em especial, da sociologia. Sua vocação dupla, para receber contribuições nacionais e estrangeiras e para divulgar pesquisas em áreas atuais, do conhecimento científico-social, constitui um destaque da política editorial que a NORUS pretende dar continuidade em cada número.

Essa edição apresenta artigos de Michèle Lamont; Géssika Cécilia Carvalho; Marcela Purini Belem e Julio César Donadone; Davide Carbonai, Vinicius de Lara Ribas e Ronaldo Colvero; Deyanira Almazán; e Moisés Kopper, que compõem o Dossiê de Sociologia Econômica e das Finanças. O Dossiê é complementado por uma resenha do professor Roberto Grün da obra “The Oxford Handbook of the Sociology of Finance”, de 2012. Além disso, temos a tradução do primeiro capítulo do livro “Teoría y Métodos de la Investigación Social”, obra clássica de referência no ensino de metodologia na América Latina, do sociólogo norueguês Johan Galtung; a transcrição da aula inaugural proferida pelo sociólogo uruguaio Marcos Supervielle no PPGS (UFPel), em 2011; e os  artigos “Política e desenvolvimento no Brasil: a experiência do setor automotivo nos anos 1990” de José Carlos Martines Belieiro Júnior e “Uma análise do sistema de educação superior baseada na teoria dos ”

Para ler a revista:

http://periodicos.ufpel.edu.br/ojs2/index.php/NORUS/issue/view/234/showToc

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

dilemas estudos de conflitos e controles sociais

Publicação trimestral do Núcleo de Estudos da Cidadania, Conflito e Violência Urbana (Necvu) do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e do Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia (PPGSA) do IFCS/UFRJ

>> http://www.dilemas.ifcs.ufrj.br/ <<

último número Vol. 6 - n. 4 - OUT-NOV-DEZ - 2013

Entre as leis e as normas: Éticas corporativas e práticas profissionais na segurança pública e na Justiça Criminal
Roberto Kant de Lima (rkantbr@gmail.com)
Professor da UFF
Várias etnografias sobre a práticas policiais e judiciais em perspectiva comparada (Brasil, Argentina, EUA) revelam padrões de ética policial e judicial orientadores do comportamento da polícia e da Justiça no Brasil. Esses padrões não são conformados pela lei ou por qualquer tipo de norma institucional explícita, como protocolos. São, em vez disso, tornados explícitos apenas quando têm lugar situações ruidosas envolvendo agentes dessas instituições. A discussão desenvolvida neste artigo lança luz sobre as relações entre a aplicação desses padrões éticos e a ausência dediscretion e accountability nos níveis da polícia e do Sistema de Justiça Criminal.
Palavras-chave: éticas policial e judicial, culpabilização x accountability, administração institucional de conflitos, antropologia do direito, método comparativo
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Apontamentos sobre o conflito e os movimentos sociais no Chile
Fernando de la Cuadra (fmdelacuadra@gmail.com)
Pesquisador do LEV e da Rupal
Este artigo reflete sobre as diversas expressões adquiridas pelos os conflitos sociais e pela violência política no Chile democrático durante os sucessivos governos da Concertación de Partidos por la Democracia, assim como durante a atual administração do pacto de centro-direita, liderada pelo presidente Sebastián Piñera. Os problemas sociais e a desigualdade na distribuição da renda têm estimulado protestos e mobilizações de diferentes setores e organizações sociais, laborais, ambientalistas e dos povos originários, aprofundando os antagonismos e a violência política entre esses atores e os governos. Esses conflitos refletem a relação contraditória entre a sociedade civil e o Estado chilenos.
Palavras-chave: conflito social, movimentos sociais, partidos políticos, democracia, governabilidade
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Dilemas morais de amor: Controle, conflitos e negociações em terreiros de umbanda
Kelson Gérison Oliveira Chaves (kelsongok@yahoo.com.br)
Doutorando do PPGCS/UFRN Marcos Alexandre de Souza Queiroz (madesq@hotmail.com) Professor da Secretaria Municipal de Educação de Natal (RN)

O presente texto discute, a partir de uma pesquisa em Limoeiro do Norte, interior do Ceará, dilemas e conflitos morais vivenciados por pessoas que realizam os chamados trabalhos de amor, prática mágico-religiosa muito difundida em terreiros de umbanda pelo Brasil. Colocados em prática para resolver inúmeros problemas amorosos, em alguns casos esses rituais podem visar a separação de um casal ou “forçar” uma pessoa a se apaixonar por outra. É especialmente nessas situações que surgem questões e, ao mesmo tempo, elaboram-se construções sobre o que seria certo ou errado fazer, donde emergem regras de controle moral e tentativas de negociação.
Palavras-chave: amor, umbanda, práticas mágico-religiosas, conflitos morais, trabalhos de amor
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O círculo da punição: O linchamento como cena de acusação e denúncia criminal
Danielle Rodrigues (danielliveira@gmail.com)
Professora da Seeduc
Este artigo dá ênfase à análise da construção social dos linchamentos e à percepção desses eventos como “cena”, dotada de visualidade e dramaturgia próprias. As análises foram possíveis a partir do exame de 42 vídeos brasileiros coletados no site YouTube. A observação dos registros é útil para verificar como os conceitos “acusação”, “denúncia” e “punição” são acionados na prática por um grupo de atores que, mesmo não intencionalmente, os coloca em prática durante todo o linchamento. Nesse casos, é possível perceber a punibilidade sem limites que reifica uma única moral (a do grupo que participa do linchamento), tornando a acusação cabível e tolerada para aquele grupo.
Palavras-chave: linchamento, acusação, punição, YouTube, cena
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O reflexo das relações de gênero no cotidiano da violência sexual intrafamiliar contra crianças e adolescentes
Cleide Lavoratti (lavoratti@yahoo.com.br)
Professora da UEPG
Luciana Pavowski Silvestre (lupsilvestre@hotmail.com)
Chefe do escritório regional da Seds em Ponta Grossa (PR)
Este trabalho reflete sobre a dinâmica de famílias marcadas pela violência sexual, caracterizando a relação entre seus membros, estabelecendo o elo entre as relações assimétricas de poder entre homens e mulheres (além de desigualdades intergeracionais) e o cotidiano da violência intrafamiliar, em especial de caráter sexual, contra crianças e adolescentes, buscando ainda desmistificar a crença na “omissão da mãe” em relação a essas ocorrências. Geralmente, esse tipo de violência tem lugar em famílias com rompimento das fronteiras intergeracionais e dificuldade de definição de papéis, resultando em resolução de conflitos com a mediação da violência.
Palavras-chave: violência sexual, relações de gênero, criança, adolescente, família
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A ‘mente’ e o homicídio: A gestão da violência no tráfico de drogas em São Paulo

Paulo Artur Malvasi (paulomalvasi@usp.br)
Professor da Uniban e pesquisador do Liesp/FSP/USP
Este artigo examina as táticas proporcionadoras da expansão da influência do Primeiro Comando da Capital (PCC) e sua relação com a gestão da violência no ambiente do tráfico de drogas. Apresento os resultados de uma etnografia realizada em dois bairros da periferia de São Paulo. Descrevo o cotidiano de relações econômicas e políticas no contexto específico de tráfico e discuto as concepções nativas sobre as características definidoras do “traficante”, o lugar da violência e da inteligência na gestão dos pontos de venda e a difusão do PCC como o poder orientador do crime. Verifico como o recurso à noção nativa de “mente” compõe um contexto geracional que levou à redução dos índices de homicídios nesses locais nos anos 2000.
Palavras-chave: tráfico de drogas, homicídios, periferia, São Paulo, PCC
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Sobre as manifestações de junho e suas máscaras

Javier Alejandro Lifschitz (javierlifschitz@gmail.com)
Professor da Unirio
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segunda-feira, 18 de novembro de 2013

jornada internacional A ATUALIDADE DA “SOCIOLOGIA ENRAIZADA” DE JOSÉ DE SOUZA MARTINS

Aproveitando o ensejo dos 75 anos de um cientista social que sempre ressaltou o seu tributo criativo à tradição sociológica que se consolidou na Universidade de São Paulo entre os anos de 1930 e a década de 1960, cabe homenagear José de Souza Martins debatendo as especificidades teóricas e metodológicas que asseguram a atualidade da “sociologia enraizada” da qual a sua obra é evidência.

Dia: 19/11/2013
Horário: 08:00 - 20:00

transmissão ao vivo: http://iptv.usp.br/portal/transmission.action?idItem=18797

PROGRAMAÇÂO

9h – Abertura
Maria Arminda do Nascimento Arruda (Pró-Reitora de Cultura e Extensão da Universidade de São Paulo)
Fraya Frehse (Universidade de São Paulo)
9h30-11h - Mesa 1: Fundamentos sociais e teóricos da obra de J. S. Martins
Coordenação: Mônica de Carvalho (Pontifícia Universidade Católica – São Paulo)
Sérgio Adorno (Universidade de São Paulo), Imaginário social e imaginação sociológica
Leonilde Servolo de Medeiros (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro),
Singularidades do capitalismo brasileiro: revisitando um debate e a contribuição de José de Souza Martins.
William Gómez Soto (Universidade Federal de Pelotas),
Dialética, história e imaginação na sociologia de José de Souza Martins
11h–13h - Mesa 2: Sociologia do mundo rural
Coordenação: João Baptista Borges Pereira (Universidade de São Paulo) Chiara Vangelista (Università degli Studi di Genova),
Entre campo e cidade: as pesquisas de José de Souza Martins sobre as migrações no Brasil
Margarida Maria Moura (Universidade de São Paulo),
Pessoa de pensar
Zander Navarro (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), O mundo rural na sociologia de José de Souza Martins
13h–15h – Almoço
15h–17h - Mesa 3: Sociologia da vida cotidiana
Coordenação: Ana Cristina Arantes Nasser (Universidade de São Paulo) Marilia Sposito (Universidade de São Paulo),
A sociologia e a vida cotidiana: a contribuição pioneira de José de Souza Martins
José Machado Pais (Universidade de Lisboa),
A interrogação sociológica: modos de olhar e desvendar Fraya Frehse (Universidade de São Paulo),
A sociologia da margem e suas inovações
17h – 19h - Mesa 4: Sociologia da imagem (fotográfica)
Coordenação: Caio Liudvik (Universidade de São Paulo) Etienne Samain (Universidade Estadual de Campinas), Raízes e asas para as imagens
Antonio Motta (Universidade Federal de Pernambuco),
Nos interstícios do (in)visível: José de Souza Martins e a poética da morte
Carlos Rodrigues Brandão (Universidade Estadual de Campinas), Para além da universidade
19h – Encerramento
Ivan Vilela (Universidade de São Paulo), Recital de viola brasileira
19h30 - Coquetel de lançamento de dois livros de José de Souza Martins: A Sociologia como Aventura – Memórias, Editora Contexto;
Desavessos (Crônicas de poucas palavras), Editora Com Arte,
por ocasião da abertura oficial da exposição fotográfica “Trabalho de Campo”, também de José de Souza Martins, no 1o. andar do Prédio de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade de São Paulo
Local: Prédio de Ciências Sociais e Filosofia – Universidade de São Paulo (USP) Avenida Prof. Luciano Gualberto, 315 – sala 14
Butantã – São Paulo [Metrô Butantã]
Coordenação e Organização: Fraya Frehse (Departamento de Sociologia – USP)
Patrocínio: Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária – USP Comissão de Graduação – FFLCH/USP
Comissão de Pesquisa – FFLCH/USP Departamento de Sociologia – FFLCH/USP
Apoio organizacional: Camilo Flamarion (Síntese Eventos)
Leci Reis (Departamento de Sociologia – USP)
Núcleo de Estudos e Pesquisas em Sociologia do Espaço - USP

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

programa do XVI CBS

A SBS divulgou a programação definitiva do seu XVI Congresso Brasileiro de Sociologia que será realizado entre os dias 10 e 13 de setembro de 2013 na UFBA. Clique no link abaixo para ter acesso as mesas redondas, grupos de trabalho, fóruns, sessões especiais, mini-cursos e conferências.

Programação geral: http://www.sbs2013.sinteseeventos.com.br/texto.php?id_texto=2

sábado, 23 de fevereiro de 2013

pesquisa sociológica na ufrj

Departamento de Sociologia http://www.ifcs.ufrj.br/~sociologia/
Núcleo de Estudos da Cidadania, Conflito e Violência Urbana http://www.necvu.ifcs.ufrj.br/Núcleo de Estudos de Sexualidade e Gênero http://www.ifcs.ufrj.br/~nesegNúcleo Interdisciplinar de Estudos sobre Desigualdade http://www.ifcs.ufrj.br/csociais/nied/index.htmlNucleo de Pesquisa em Sociologia da Cultura http://www.ifcs.ufrj.br/~nusc/

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

sociologias do século 21

No Seminário Internacional Sociologias do Século 21 serão analisadas as transformações socioeconômicas dos países que compõe o BASIC (Brasil, África do Sul, Índia e China). O Global South impulsiona uma geopolítica inédita e, sobretudo, novas dinâmicas em termos de sociabilidades, padrões de vida e participação política. Os processos em curso afetam indivíduos, empresas e nações, potencializam crises, criam impasses, mas, também, apresentam possibilidades de ampliação da democracia e de outras formas de desenvolvimento. O seminário visará aprofundar o conhecimento e o debate sobre estes acontecimentos, considerando os fenômenos em curso a partir da produção de quadros teóricos originais. Eminentes sociólogos da China, India e Africa do Sul e renomados pesquisadores brasileiros apresentarão temas e interpretações qualificadas que compõe parte do mais avançado conhecimento sociológico da atualidade.

Site do evento: http://www.sociologias-21.org/

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

novo portal das ciências sociais brasileiras

imageA criação do Portal das Ciências Sociais Brasileiras foi possível através de um investimento da FINEP no financiamento dos trabalhos desenvolvidos pela ANPOCS que agora estão disponíveis todas as atividades da associação e de seus centros e programas filiados.

Conheça o portal http://anpocs.org/portal/

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Novo-desenvolvimentismo & Sociologia e Esperança

O texto de abertura do primeiro dossiê, assinado pelo economista Carlos Bresser-Pereira, expõe as principais ideias da teoria da macroeconomia estruturalista, que está por trás do conceito de novo-desenvolvimentismo, cunhado pelo autor. Os demais artigos que integram o dossiê aprofundam a discussão sobre a proposta conceitual e contextualizam o crescimento econômico no Brasil e em outros países da América Latina. (Leia entrevista com o economista Luiz Carlos Bresser-Pereira sobre o novo-desenvolvimentismo.)

Já o dossiê "Sociologia e Esperança", organizado por José de Souza Martins, professor titular da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, reúne trabalhos apresentados no Seminário Internacional sobre Sociologia e Esperança, realizado em outubro de 2011 na USP.

Assinado por Martins, o texto de apresentação destaca a importância da concepção de esperança para resgatar o lugar da transformação social na sociologia. O dossiê conta com a contribuição de Alfredo Bosi, editor da "Estudos Avançados”, e de Peter Burke, professor de história cultural da Universidade de Cambridge, Reino Unido, e ex-professor visitante do IEA.

A revista traz ainda três artigos sobre as características, o compartilhamento e a crítica do conhecimento científico.

Para ler a edição da revista: aqui

domingo, 29 de julho de 2012

[em 2013] xvi congresso brasileiro de sociologia

A Sociologia como Artesanato Intelectual é o tema do próximo Congresso Brasileiro de Sociologia

A ser realizado de 30 de julho a 02 de agosto de 2013 na cidade de Salvador, o próximo Congresso da SBS terá como tema A Sociologia como Artesanato Intelectual, expressão cunhada por Charles Wright Mills em fins dos anos 50, em seu famoso e clássico livro A Imaginação Sociológica.

A reflexão de Mills continua atual, mantido integralmente seu forte apelo heurístico: convida-nos a (re)pensar a Sociologia em muitas direções. Crítico de um certo "empirismo abstrato" que permeava sobretudo a sociologia de matriz parsoniana e também de um pragmatismo vulgar que parecia querer nivelar o pensamento sociológico a parâmetros burocráticos da pesquisa, Wright Mills opôs ao formalismo instrumental, um ethos profissional pautado na própria experiência do pesquisador como um artesão do conhecimento. O Artesanato Intelectual implicaria, portanto, em duas importantes características para pensarmos hoje, no Brasil, a formação e atuação profissional do Sociólogo: primeiro, o Artesanato Intelectual exige uma formação curricular densa, plural, madura e contínua. Segundo, não pode prescindir das referências clássicas.

Em tempos de frenéticas buscas por um currículo "competitivo" e de uma rápida ascensão profissional - aspecto que parece ser uma característica inescapável da atual expansão das universidades brasileiras - , nada mais saudável do que refletir sobre o real significado de ser "produtivo" na academia de hoje. Longe daquele acúmulo desenfreado de papers e títulos, o intelectual-artesão busca lapidar ideias e conceitos que venham a contribuir de fato com a produção renovada do conhecimento.

O artesão intelectual não se apressa, mas caminha íntegro e ininterrupto. Sabe que o esmero e a originalidade do seu trabalho exige maturidade e muito conhecimento. Exige tempo! Mais do que isso: reclama uma criatividade que somente a imaginação sociológica, desimpedida do excesso de formalismos e imediatismos, pode prover o intelectual das capacidades necessárias ao exercício inovador da análise sociológica. Não se trata, pois, de acumular mais-valia intelectual (na forma inflacionada de papers e congêneres), mas de produzir algo substantivo que de fato contribua para a ampliação renovada de um conhecimento por si dinâmico e subjetivo.

Uma outra característica do Artesanato Intelectual de Mills é a referência permanente aos clássicos. Em outras palavras: o respeito à melhor tradição do pensamento acumulado e ao saber-fazer daqueles que, na prática artesanal da vida acadêmica, souberam ser mestres do ofício para os aprendizes do saber. Infelizmente, tanto na sociologia quanto na prática profissional, essas dimensões parecem estar francamente em declínio. Poucos parecem praticar uma sociologia verdadeiramente densa no sentido artesanal, em meio aos apelos imediatistas de uma corrida profissional muitas vezes equivocada porque referenciada em parâmetros mais quantitativos do que podemos realmente oferecer.

Por tudo isso a reflexão de Wright Mills parece-nos oportuna e atual em dois sentidos: pelo que ela pode nos fazer (reflexivamente) pensar sobre as condições do exercício profissional da sociologia; e sobre nosso próprio desempenho e contribuição que estamos a dar para o fortalecimento ético e crítico do nosso campo de atuação no mundo contemporâneo.

O XVI Congresso Brasileiro de Sociologia coloca-se, assim, como um fórum criativo e critico dos processos contemporâneos de produção do conhecimento, voltados à construção de uma sociedade mais justa e inclusiva.

Rogerio Proença Leite
1º Secretário da SBS

sexta-feira, 15 de junho de 2012

revista convergência crítica v1 n1

Dossiê Direitos, Sociedade e Movimentos Sociais

link original para a revista: http://www.uff.br/periodicoshumanas/index.php/convergenciacritica/issue/current

terça-feira, 12 de junho de 2012

mestrado e doutorado sociologia unb

O Departamento de Sociologia da Universidade de Brasília publicou edital de seleção para candidaturas ao mestrado e doutorado com entrada em 2013.

As inscrições para o processo seletivo de candidatos/as ao(s) curso(s) de Doutorado e Mestrado Acadêmico do Programa de Pós-graduação em Sociologia, para o primeiro período letivo de 2013, deverão ser efetuadas pessoalmente pelo/a interessado/a, ou por procurador/a devidamente constituído/a, nos dias úteis do período de 30/06/2012 a 29/07/2012 para mestrado e 17/08/2012 a 17/09/2012 para o doutorado  em caráter improrrogável no horário das 8hs às 16hs no seguinte endereço: Universidade de Brasília, Secretaria da Coordenação de Pós-Graduação em Sociologia, Campus Darcy Ribeiro, Departamento de Sociologia, Universidade de Brasília, CEP 70910-900, Brasília-DF.

Baixe o edital completo aqui

sábado, 26 de maio de 2012

III encontro sbs norte 2012

O III Encontro da Região Norte da Sociedade Brasileira de Sociologia a ser realizado de 26 a 28 de setembro de 2012, em Manaus, no campus da Universidade Federal do Amazonas, pretende reunir estudantes e docentes da graduação e da pós-graduação e profissionais da área da sociologia, de instituições púbicas e privadas, com o objetivo de promover o intercâmbio entre os pesquisadores brasileiros, destacando a importância da troca de idéias e do encontro do conhecimento sociológico produzido na Amazônia e nas diversas regiões brasileiras.

Com a expectativa de reunir um público aproximado de 400 pessoas, o III Encontro Norte integra a programação acadêmico-científica da SBS que, ao realizá-lo contribui decisivamente para o esforço de fortalecimento e consolidação do processo de expansão e institucionalização da sociologia na região norte intensificado em anos recentes com a criação, em geral pelas Instituições Federais de Ensino (IFES), de cursos de graduação em ciências sociais e, mais especificamente, de programas de pós-graduação em sociologia.

Importante espaço receptor de debates, os Encontros Norte da SBS, bianuais, tiveram início em 2008, com a realização, em setembro daquele ano, em Manaus, do I Encontro Norte. Em setembro de 2010, teve lugar, em Belém, o II Encontro Norte. Os temas dos I e II Encontros Norte procuraram colocar em evidência a urgência de novas abordagens teórico-metodológicas na análise e compreensão das sociedades amazônicas no século XXI. Assim, “Amazônia: em busca de novas abordagens”, foi o tema do I Encontro Norte e “Amazônias: mudanças sociais e perspectivas para o século XXI”, o do II Encontro.

Em sua terceira edição, o Encontro tem como propósitos dar continuidade à equalização da produção sociológica do Brasil com a produção sociológica da Região Norte, fortalecer os vívculos da SBS com as Universidades amazônicas, dar visibilidade ao conhecimento acumulado pelos pesquisadores do norte brasileiro sobre os processos em curso na Amazônia contemporânea, estimular o intercâmbio entre pesquisadores e discentes dos distintos Cursos e Programas de Pós-Graduação em Sociologia/Ciências Sociais situados nesta região e nos demais estados do Brasil, assim como o intercâmbio da produção acadêmico-científica e o desenvolvimento de estudos comparados. Pretende ainda, discutir o processo de implantação da Sociologia no Ensino Médio no Brasil e, em particular, nas escolas da Amazônia, oportunizando a discussão sobre o campo de atuação profissional do sociólogo na região, com foco sobre a inserção deste profissional no âmbito da esfera pública (governamental) e privada.

Para ler o edital:   3º SBS Norte

Inscrições: http://www.sisgeenco.kinghost.net/sistema/sbsnorte/sbsnorte2012/

quarta-feira, 11 de abril de 2012

rev sociologia e política vol20 no41 2012

Neste número a Revista de Sociologia e Política apresenta somente artigos variados, começando com uma tradução de Loïc Wacquant, em que o autor atribui a expansão do chamado "Estado penal" à difusão do neoliberalismo. Na seqüência, Francisco Jamil Marques trata de uma questão teórica bastante atual: como fica a participação política na democracia deliberativa?

Passamos então a uma interessante série de estudos empíricos. Flávio da Cunha Rezende faz uma análise comparativa sobre modelos tradicionais a respeito de mudança institucional. Já Luiz Augusto Campos aborda a maneira como os cientistas sociais posicionaram-se – e têm-se posicionado – nos grandes meios de comunicação a respeito das cotas raciais. José Alexandre Hage trata da política energética brasileira, a partir do prisma de um Estado em desenvolvimento enfrentando os desafios próprios à globalização. Clayton Mendonça Cunha discute como é que o Partido Republicano, nos Estados Unidos, posicionaram-se ao longo do tempo a respeito dos impostos, em particular movendo-se de uma perspectiva nacional-desenvolvimentista para uma neoliberal.

Na seqüência, Odaci Coradini trata da importância que a titulação escolar e as categorias socioprofissionais têm nas disputas eleitorais. Da mesma forma, a respeito de campanhas eleitorais, Pedro Santos Mundim aborda o papel da imprensa nas eleições presidenciais brasileiras de 2002 e de 2006. Luciano Da Ros faz duas grandes comparações históricas sobre as carreiras dos altos magistrados no Brasil e nos Estados Unidos, entre os séculos XVIII e XXI; Pedro Neiva e Maurício Izumi pesquisam a formação acadêmica dos senadores brasileiros, bem como suas origens sociais e profissionais.

Fabrício Tomio e Paolo Ricci investigam a atuação governamental das casas legislativas estaduais no Brasil. Riberti de Almeida Felisbino, Rodolpho Bernabel e Maria Teresa Kerbauy pesquisam os processos e critérios de seleção dos candidatos a Prefeito das capitais brasileiras em 2008; por fim, Lúcio Rennó e Aílton Souza verificam de que maneira o orçamento participativo modificou as estruturas e as práticas governativas em Porto Alegre, desde que foi implantado lá.

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A Revista de Sociologia e Política integra o Programa de Apoio a Periódicos da Universidade Federal do Paraná e conta com seu patrocínio, bem como do curso de Especialização em Sociologia Política do Departamento de Ciências Sociais da mesma instituição, além do apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), aos quais expressamos nossos sinceros agradecimentos.

Gustavo Biscaia de Lacerda

Editor

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Ler a revista aqui

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sábado, 31 de março de 2012

boa notícia: chegou o SciElo Livros

scielolivros

A Rede SciELO Livros visa a publicação online de coleções nacionais e temáticas de livros acadêmicos com o objetivo de maximizar a visibilidade, acessibilidade, uso e impacto das pesquisas, ensaios e estudos que publicam. Os livros publicados pelo SciELO Livros são selecionados segundo controles de qualidade aplicados por um comitê científico e os textos em formato digital  são preparados segundo padrões internacionais que permitem o controle de acesso e de citações e são legíveis nos leitores de ebooks, tablets, smartphones e telas de computador. Além do Portal SciELO Livros as obras serão acessíveis por meio dos buscadores da Web e serão publicados também por portais e serviços de referência internacional.

Acesse aqui.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

a experiência precoce de punição

ADORNO, Sérgio. "A experiência precoce da punição”. In: Martins, José de Souza (coord.). O massacre dos inocentes. A criança sem infância no Brasil. (2ª ed.: 1993). São Paulo: Hucitec, 1991, pp. 181-208 (ISBN 85-271-0164-5) (D); versão em italiano: “La precoce experienza della punizioni”. In: Martins, José de Souza (org.). L´infanzia negata. Chieti Scalo: Vecchio Faggio, 1991, pp. 201-233

baixar:Versão em PDF

corpos em concerto: diferenças, desigualdades e desconformidades

Clique aqui para baixar o livro.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

código de ética da sociedade brasileira de sociologia


O Código de Ética da  Sociedade Brasileira de Sociologia (SBS) baseia-se no Código de Ética da International Sociological Association, da qual a SBS é sócia, orientando-se por tais princípios e padrões de conduta. Não é um código exaustivo, nem rígido. Nele foram priorizadas as atividades de pesquisa e de comunicação dos seus resultados. O fato de um determinado comportamento não ter sido previsto pelo código de ética da SBS não significa que ele seja ético ou destituído de ética.

Parte das atividades de sociólogos (as) consiste em elaborar um corpo válido de conhecimento científico baseado em pesquisas, contribuindo para o desenvolvimento da condição humana. Essas atividades compreendem a interação com outros profissionais da mesma área ou de outras, estudantes, técnicos, administradores, assessores, patrocinadores, bem como membros da sociedade que procuram estudar.

As finalidades primordiais do Código de Ética são: (1) proteger o bem-estar de grupos e indivíduos com quem sociólogos (as) trabalham e que tomam parte no processo de pesquisa; (2) fornecer guias de comportamento para sociólogos (as) entre colegas de profissão, na interação com membros das instituições onde trabalham, e no relacionamento com equipes de pesquisa, e com a sociedade em geral, que pautem as expectativas dos membros da SBS, com base em princípios éticos. O sociólogo (a) deve torná-los conhecidos para que venham a serem respeitados. Cada sociólogo (a) deve suplementar o presente código de ética com base em seus próprios valores e experiência, complementando, sem violar, as normas do Código de Ética. Constitui responsabilidade individual manter o mais alto padrão de comportamento ético.

A Sociologia como campo de estudos e de prática científica

Como cientistas sociais, sociólogos (as) devem cooperar com base na correção científica, sem discriminação com base em sexo, raça, preferências sexuais, idade, religião ou opções políticas. Trabalho em grupo, cooperação e intercâmbio entre sociólogos (as) são atividades necessárias para o progresso da Sociologia. Espera-se que sociólogos (as) participem em debates, apresentando e discutindo o próprio trabalho, bem como o de colegas.

Sociólogos devem estar cientes do fato de que seus pressupostos podem causar um impacto na sociedade. Por conseqüência sociólogos (as) devem manter uma atitude destituída de vieses ou preconceitos, procurando tornar explícitos, tanto o caráter tentativo de suas generalizações com base nos resultados de pesquisas, bem como seus pressupostos e posições ideológicas. Nenhum pressuposto sociológico deve ser apresentado como verdade indisputável.

Sociólogos (as) devem procurar manter a integridade e a imagem de sua própria disciplina. Isso não implica que devem deixar de lado uma atitude crítica em relação a seus pressupostos, métodos e resultados. Os princípios de abertura, crítica e respeito por todas as perspectivas científicas devem ser seguidos por todos nas suas atividades profissionais e de ensino da Sociologia. Sociólogos (as) devem proteger os direitos de seus informantes, bem como de estudantes e de membros das equipes de trabalho. Conflito de interesses Sociólogos(as) orientam-se pela ética profissional, evitando conflitos de interesse que enviesem seu trabalho. Previnem-se de situações nas quais o interesse pessoal ou financeiro possa interferir nas atividades, declinando de realizá-las.

Plágio

Sociólogos(as) explicitamente fornecem créditos e referências autorais quando eles(as) utilizam dados ou materiais de trabalhos escritos por outras pessoas, tenham estes sido publicados ou não, estejam impressos ou em meios eletrônicos.

Pareceres

Ao elaborarem pareceres ad hoc, sociólogos(as) não se apropriam de idéias contidas nos trabalhos submetidos à apreciação, a não ser que seja identificada a fonte e dados os créditos. Os pareceres são sigilosos, seguindo critérios de confidencialidade e de respeito aos direitos autorais. Os pareceristas não devem, em hipótese nenhuma, basear-se em posições pessoais ou de opinião política para emiti-los. Nos casos de conflito de interesses, os pareceristas declinam de apreciar o trabalho.

Patrocinadores

Atividades de pesquisa em sociologia geralmente dependem de recursos públicos ou privados e, portanto, de patrocínio. Patrocinadores públicos ou privados podem estar interessados nos resultados da investigação. Sociólogos não devem aceitar dotações ou contratos que especifiquem condições inconsistentes com o seu julgamento científico ou com os meios apropriados de conduzir a pesquisa em questão, ou permitir que patrocinadores censurem ou atrasem a publicação dos resultados por não gostarem dos mesmos.

Patrocinadores devem ser antecipadamente informados sobre as diretrizes gerais dos projetos de pesquisa, bem como sobre os métodos que os pesquisadores desejam adotar. Patrocinadores devem ser informados do risco de os resultados de pesquisa  não se conformarem às suas expectativas.

Pesquisadores públicos ou privados podem estar interessados em patrocinar pesquisas para as suas finalidades políticas. Sociólogos (as) quer estejam ou não de acordo com esses objetivos, não devem a eles se subordinar, preservando a autonomia científica. Eles devem se abster, ainda, de cooperar com objetivos antidemocráticos e discriminatórios.

As condições de trabalho científico estabelecidas entre pesquisadores (as) e patrocinadores (as) devem ser preferencialmente efetuadas por escrito. Consentimento informado: Na condução de pesquisas sociólogos (as) devem informar os (as) participantes sobre a natureza da pesquisa que está sendo efetuada, a responsabilidade sobre a mesma, fontes de patrocínio e de apoio institucional.

Sociólogos e sociólogas devem informar aos participantes em pesquisa sobre o caráter voluntário dessa participação, garantindo-lhes a confidencialidade das informações e possibilitando que efetuem perguntas e esclareçam dúvidas sobre a investigação e recebendo os esclarecimentos solicitados sobre a mesma.

Sociólogos (as) conduzindo pesquisas necessitam obter o consentimento de participantes na investigação ou de seus representantes legais todas as vezes nas quais dados forem coletados por meio de qualquer instrumento de comunicação, interação ou intervenção,

O consentimento de participantes deve ser obtido todas as vezes nas quais o comportamento dos mesmos seja apreendido em âmbito privado, e quando estes não tenham conhecimento de que seu comportamento esteja sendo observado ou relatado

Sociólogos podem conduzir pesquisas em locais públicos ou usar informações públicas em suas pesquisas, sem necessidade de solicitar o consentimento prévio de participantes nesses locais. Quando for necessário solicitar consentimento informado para conduzir a pesquisa, isto será feito oralmente e/ou por escrito. Ao informar sobre o caráter voluntário da participação na pesquisa, sociólogos (as) devem informar aos participantes que nenhuma penalidade ou sanção adversa resultará da recusa em participar da investigação.

Sociólogos (as) informarão aos participantes que, uma vez tenham começado a participar da pesquisa, poderão desistir a qualquer momento dessa participação. Quando as pesquisas forem conduzidas na própria instituição onde trabalham, com estudantes ou subordinados, sociólogos (as) garantirão que nenhuma conseqüência institucional adversa resultará da recusa em participar como sujeitos da investigação, tomando todas as medidas necessárias para viabilizar as garantias oferecidas aos participantes das pesquisas.

Sociólogos (as) não empregarão métodos enganosos para engajar a participação em pesquisas. Sociólogos (as) esclarecerão aos participantes, antes de solicitar seu acedimento em participar da pesquisa, quando houver riscos de saúde física ou emocional decorrentes dessa participação.

Uso de Equipamentos para Registro da Informação

Todas as vezes que  sociólogos (as) empregarem equipamentos para registrar informações de pesquisa tais como gravadores, filmadoras, câmeras, vídeo-câmeras ou outras formas de registro de voz e/ou imagem, será obtido o consentimento informado dos participantes na investigação

Uso de Incentivos

Sociólogos (as) conduzindo pesquisas não empregarão incentivos que possam coagir os (as) participantes a colaborarem com essas investigações, afetando a confiabilidade dos dados.

Confidencialidade

A segurança, anonimato e privacidade de participantes em pesquisas deverão ser rigorosamente respeitadas tanto em pesquisas qualitativas quanto quantitativas. A fonte da pesquisa deve ser confidencial, a não ser que informantes concordem ou tenham solicitado para serem citados. aso informantes possam ser facilmente identificados, pesquisadores (as) devem alertá-los para conseqüências que possam advir para os (as) informantes, da divulgação dos resultados da pesquisa.

Quando for garantida a confidencialidade das informações, sociólogos (as) devem protegê-la inclusive de outros pesquisadores (as). Cuidados especiais devem ser tomados na disponibilização dos dados de pesquisas em arquivos públicos, protegendo a identidade daqueles (as) que forneceram as informações que constituíram objeto da investigação. Precauções devem ser tomadas para assegurar a confidencialidade das informações prestadas por participantes inclusive por outros investigadores, estudantes, entrevistadores, supervisores e demais integrantes do processo de levantamento de dados.

Publicação e comunicação de dados de pesquisa

Dados coletados em atividades sociológicas de pesquisa constituem propriedade intelectual dos pesquisadores (as) que possuem, em princípio, direitos autorias sobre os mesmos. Se os direitos autorais forem do patrocinador ou empregador, os pesquisadores (as) têm direito a compensação adequada pela alienação dos direitos autorais.

Em princípio pesquisadores possuem o direito de submeter seu trabalho para publicação, ou publicá-lo às suas próprias expensas. Pesquisadores têm o direito de garantir que os seus resultados de pesquisa não sejam manipulados ou tirados do contexto por seus patrocinadores.

A contribuição de pesquisadores acadêmicos, patrocinadores, técnicos e outros colaboradores que fizeram uma contribuição substantiva na elaboração e condução de um projeto de pesquisa deve receber crédito explícito em qualquer publicação decorrente do projeto. Bases de dados tornadas públicas devem conter informações sobre pesquisadores (as) responsáveis pela pesquisa, fontes e métodos pelos quais os dados foram obtidos. Uma vez publicadas as informações de um projeto de pesquisa, ele deverá ser considerado como parte do conhecimento público e base do acervo da comunidade científica, aberto a críticas e ao debate científico.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

anais XV congresso brasileiro de sociologia

Anais do XV Congresso Brasileiro de Sociologia, realizado em Curitiba-PR, de 26 a 29 de julho de 2011.

GT01 - A questão agrária no Brasil contemporâneo: redefinições teóricas e dilemas políticos
GT02 - Ciência, tecnologia e inovação social
GT03 - Conflitos socioambientais
GT04 - Consumo e Cidadania
GT05 -Desigualdade e Estratificação Social
GT07 - Educação e Sociedade
GT06 - Economia social e solidária: alternativas de trabalho, participação e mobilização coletiva
GT08 - Educação Superior na Sociedade contemporânea
GT09 - Ensino de Sociologia
GT10 - Gerações e Contemporaneidade
GT11 - Memória e Sociedade
GT12 - Mercados Ilícitos e Processos de Criminalização: desafios metodológicos
GT13 - Movimentos Sociais na atualidade: reconfigurações das práticas e novos desafios teóricos
GT14 - Movimentos sociais, organizações de representação e lutas por direitos no campo
GT15 - Novas configurações do trabalho nos espaços urbano e rural
GT16 -Novas Sociologias: pesquisas interseccionais feministas, pós-coloniais e queer
GT17 - Ocupações e profissões
GT18 - Pensamento Social no Brasil
GT19 - Religião e Modernidade
GT20 - Saúde e Sociedade
GT21 - Segregação social, políticas públicas e direitos humanos
GT22 - Sexualidades, corporalidades e transgressões
GT23 - Sociologia da Arte
GT24 - Sociologia da Cultura
GT25 - Sociologia do conhecimento e metodologias qualitativas
GT26 - Sociologia do esporte
GT27 - Sociologa e Imagem
GT28 - Sociologia e Juventude: questões e estudos contemporâneos
GT29 - Sociologia Econômica
GT30 - Teoria sociológica
GT31 - Trabalho, Sindicalismo e Ações Coletivas
GT32 - Violência e Sociedade

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

a sociedade de segurança máxima

A sociedade de segurança máxima, a cada dia, consolida-se em nossas práticas cotidianas, muitas vezes sem percebermos o quanto ela é violadora de direitos. Mais do que nos afastarmos, a cada dia, nós nos orientamos em direção a uma sociedade de segurança máxima, e este parece ser um caminho sem volta, característico da pós-modernidade. O artigo foi republicado em 2003, em uma coletânea organizada pelos sociólogos Dominique Monjardet (Centre National de la Recherche Scientifique – França) e Jean-Paul Brodeur (Centre International de Criminologie Comparée – Canadá), por sua importância nos estudos sociológicos sobre crime e controle social.

A sociedade de segurança máxima por Gary T. Marx (tradução de Adriana Loche). PLURAL, Revista do Programa de Pós‑Graduação em Sociologia da USP,

Ler aqui

segunda-feira, 18 de julho de 2011

anais XIII congresso brasileiro sociologia

Anais do XIII Congresso Brasileiro de Sociologia, realizado em Recife-PE, de 29 de maio a 01 de junho de 2007.

Clique no título do GT para ler ou baixar os textos completos das apresentações.

Todos os artigos estão no formato PDF e necessitam de Adobe Reader ou outro leitor de PDF para abrí-los.

 

GT 01 - Agricultura familiar, desenvolvimento rural e segurança alimentar ( 26 Arquivos )

GT 02 - Cidades e Processos Sociais ( 31 Arquivos )

GT 03 - Ciência, Tecnologia e Inovação Social ( 20 Arquivos )
GT 04 - Consumo, Sociedade e Ação Coletiva ( 25 Arquivos )

GT 05 - Cultura, Política, Memória e Subjetividade ( 40 Arquivos )

GT 06 - Democracia e Desigualdades Sociais ( 18 Arquivos )

GT 07 - Educação e Sociedade ( 24 Arquivos )

GT 09 - Ensino de Sociologia ( 20 Arquivos )

GT 08 - Emancipação, Cidadania e Reconhecimento ( 29 Arquivos )

GT 10 - Estado, Cidadania e Identidade ( 20 Arquivos )
GT 11 - Estratificação e Desigualdades Sociais ( 20 Arquivos )

GT 12 - Gerações : Entre Solidariedades e Conflitos ( 16 Arquivos )
GT 13 - Globalização da Agricultura e dos Alimentos ( 12 Arquivos )

GT 14 - O fenômeno religioso ( 14 Arquivos )
GT 15 - Ocupações e Profissões ( 21 Arquivos )

GT 16 - Pensamento Social no Brasil ( 19 Arquivos )
GT 17 - Questões Étnicas, Raciais e Ação Afirmativa ( 19 Arquivos )

T 18 - Reforma Agrária e Movimentos Sociais ( 27 Arquivos )
GT 19 - Saúde e Sociedade ( 15 Arquivos )

GT 20 - Sexualidades, Corporalidades e Transgressões ( 14 Arquivos )
GT 21 - Sindicato, Trabalho e Ações Coletivas ( 38 Arquivos )

GT 22 - Sociedade da Informação e Sociedade do Conhecimento ( 23 Arquivos )
GT 23 - Sociedade e Ambiente ( 20 Arquivos )

GT 24 - Sociologia da Arte ( 19 Arquivos )
GT 25 - Sociologia da Cultura ( 21 Arquivos )

GT 26 - Sociologia da Infância e Juventude ( 32 Arquivos )
GT 27 - Sociologia do Esporte e do Lazer ( 11 Arquivos )

GT 28 - Teoria Sociológica ( 29 Arquivos )
GT 29 - Trabalho, Precarização e Políticas Públicas ( 50 Arquivos )

GT 30 - Violência e Sociedade: Segurança, Controle e Castigo ( 34 Arquivos )

domingo, 17 de julho de 2011

anais XII congresso brasileiro sociologia

Anais do XII Congresso Brasileiro de Sociologia, realizado em Belo Horizonte-MG, de 31 de maio a 03 de junho de 2005

Clique no título do GT para ler ou baixar os textos completos das apresentações.

Todos os artigos estão no formato PDF e necessitam de Adobe Reader ou outro leitor de PDF para abrí-los.

 

GT01 - Cidades:Transformações, Governança e Participação ( 29 Arquivos )

GT02- Desenvolvimento, Trabalho e Gestão ( 20 Arquivos )

GT03 - Educação e Sociedade ( 13 Arquivos )

GT04 - Estratificação e Mobilidade Social ( 10 Arquivos )

GT05 - Etnicidade e Raça ( 12 Arquivos )

GT06 - Experiências de Ensino em Sociologia: Metodologia e Materiais Didáticos ( 9 Arquivos )

GT07 - Gênero e Sociedade ( 18 Arquivos )

GT08 - Gerações e Sociabilidades ( 12 Arquivos )

GT09 - Globalização dos Sistemas Agroalimentares e Agendas Alternativas ( 8 Arquivos )

GT10 - Conflitos Ambientais, Territorialidade e Estado ( 13 Arquivos )

GT11 - Mundo Rural na Sociedade Brasileira: Territórios, Atores, Projetos ( 35 Arquivos )

GT12 - Ocupações e Profissões ( 17 Arquivos )

GT13 - Pensamento Social no Brasil ( 22 Arquivos )

GT14 - Pobreza e In(Segurança) Alimentar: Políticas Públicas e Estratégias Familiares ( 16 Arquivos )

GT16 - Saúde e Sociedade ( 14 Arquivos )

GT15 - Religião e Sociedade ( 12 Arquivos )

GT17 - Sexualidades, Corporalidades e Transgressões ( 13 Arquivos )

GT18 - Sindicato e Ações Coletivas ( 18 Arquivos )

GT19 - Sociedade de Informação ( 19 Arquivos )

GT20 - Sociedade e Estado na AL ( 23 Arquivos )

GT21 - Sociologia da Cultura ( 17 Arquivos )

GT22 - Sociologia da Infância e Juventude ( 15 Arquivos )

GT23 - Teoria Sociológica ( 20 Arquivos )

GT24 - Transformações do Estado ( 18 Arquivos )

GT25 - Violência, Criminalidade e Segurança ( 21 Arquivos )

sábado, 16 de julho de 2011

II forum de sociologia da isa

iiisa

Os tempos em que vivemos convidam sociólogos a se engajarem na pesquisa que reforça as ligações entre a nossa disciplina e da esfera pública. O Fórum II ISA é dedicado à "Justiça Social e Democratização" e terá lugar 01-04 agosto de 2012 em Buenos Aires, Argentina. Vai proporcionar um leque de oportunidades para um diálogo global sobre a mudança transformadora.

site oficial do evento: http://www.isa-sociology.org/buenos-aires-2012/

sexta-feira, 15 de julho de 2011

35º encontro anual da anpocs


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Conforme decisão da 35ª Assembléia Geral, da Diretoria e do Comitê Acadêmico da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais, o 35º Encontro Anual da ANPOCS, a ser realizado de 24 a 28 de outubro de 2011, terá como formato básico de  organização os Grupos de Trabalho. Os grupos aprovados neste processo seletivo reuniar-se-ão nos anos de 2011 e 2012.

A programação geral do  35º Encontro poderá ser composta por outras atividades, tais como: conferências, fóruns, sessões especiais e outras atividades que forem julgadas pertinentes  pela Diretoria e pelo Comitê Acadêmico da Associação. A programação das sessões de vídeo e das exposições no evento é de responsabilidade do Comitê de Imagem e Som e da Diretoria da ANPOCS.

Para esse processo seletivo, terão prioridade propostas que abordem questões emergentes, ligadas às mudanças experimentadas pela sociedade contemporânea, bem como aquelas decorrentes dos desafios teóricometodológicos com que se defrontam os cientistas sociais na atualidade. A seleção das melhores propostas, dentro dos limites de infra-estrutura física e de financiamento, e com base nos critérios de excelência, relevância, interesse científico e atualidade, será feita pelo Comitê Acadêmico, eventualmente assessorado por consultores ad hoc, e ratificada pela Diretoria da ANPOCS

| INSCRIÇÃO   | Programação   | Edital para GTs e MRs   | Regras para GTs   | Regras Financiamento   | Vídeos, Fotos e Sons   | Feira de Livros   | Lançamento de Livros   | Contatos   | Patrocínio

site oficial do evento: http://www.encontroanpocs.org.br/2011/

terça-feira, 12 de julho de 2011

II simpósio de ciências sociais UFG

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Este evento, em sua segunda edição, tem como primeiro objetivo fomentar o debate científico acerca das pesquisas nas diferentes áreas das Ciências Sociais sobre os diversos grupos subalternos, entendidos como “aqueles que não são elite”, e suas representações perante os novos trânsitos de pessoas e símbolos, assim como cenários possíveis de transformação social. Visa também constituir um espaço de integração acadêmica para o debate e a reflexão em torno de estudos contemporâneos, investigações relevantes e tendências dos trabalhos relacionados à pesquisa em Ciências Sociais. Em relação à pós-graduação, visa oportunizar novas temáticas de pesquisas a serem desenvolvidas de modo especial pelos alunos dos programas de pós-graduação em Antropologia social e Sociologia da Universidade Federal de  Goiás.

Em relação à sua extensão social, pretende-se, com a realização do evento, fortalecer a aproximação e o diálogo entre instituições de ensino e pesquisa, em torno das temáticas contemporâneas que digam respeito às relações entre Subalternidades, Trânsitos e Cenários,no tocante especialmente às formas de resistência, bem como às suas repercussões para os problemas regionais, nacionais e internacionais e a demais temas de pesquisa correlatos, no âmbito das Ciências Sociais.

site oficial do evento: http://eventos.ufg.br/SIEC/portalproec/sites/gerar_site.php?ID_SITE=4401

terça-feira, 5 de abril de 2011

dados vol 53 no 4 (2010)

Uma utopia brasileira: Vargas e a construção do estado de bem-estar numa sociedade estruturalmente desigual
Cardoso, Adalberto pdf em Português

Quando leis não produzem os resultados esperados: financiamento eleitoral em perspectiva comparada
Marenco, André pdf em Português

Ciência, políticas públicas e inclusão social: debates sobre células-tronco no Brasil e no Reino Unido
Acero, Liliana pdf em Português

Para uma sociologia dos intelectuais
Bastos, Elide Rugai; Botelho, André pdf em Português

Instituições fortes, moeda estável e Banco Central do Brasil autônomo
Raposo, Eduardo de Vasconcelos; Kasahara, Yuri pdf em Português

Cenários da diversidade: variedades de capitalismo e política industrial nos EUA, Alemanha, Espanha, Coreia, Argentina, México e Brasil (1998-2008)
Delgado, Ignacio Godinho; Condé, Eduardo Salomão; Ésther, Angelo Brigato; Salles, Helena da Motta pdf em Português

quarta-feira, 30 de março de 2011

sbs resenhas (n. 5)

1. A PACÍFICA ASCENSÃO DA CHINA: PERSPECTIVAS POSITIVAS PARA O
FUTURO? (Antônio J. E. Brussi)
2. VIDA SOB CERCO (Dinaldo Filho)
3. INVENÇÃO, RECONVERSÃO E CIRCULARIDADE DA QUESTÃO SOCIAL NO
BRASIL (Eduardo Paes-Machado)
4. INSEGURANÇA, MEDO E VIOLÊNCIA NA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA:
CONTRIBUIÇÕES DO PENSAMENTO SOCIOLÓGICO DE ZYGMUNT BAUMAN (Francisco Alencar Mota)
5. SOB OS HOLOFOTES: PENSANDO AS CELEBRIDADES NO MUNDO
CONTEMPORÂNEO (Irapuan Peixoto Lima Filho)
6. CONHECIMENTO, COMUNICAÇÃO E CRIATIVIDADE: NOVAS
CONTRIBUIÇÕES PARA A SOCIOLOGIA DO CONHECIMENTO E DA CIÊNCIA (Leandro Raizer)
7. ESTADO, RELIGIÃO E LIBERDADES LAICAS (Marcos José Diniz Silva)
8. AS DÁDIVAS REVELAM A MELANÉSIA (Maria Lourdes dos Santos)
9. CONCEPÇÕES DE UMA TEORIA SOCIAL DA MÍDIA (Mario Luis Grangeia)
10. DISPUTAS TEÓRICAS E LUTAS EFETIVAS: A POLÍTICA EM QUESTÃO (Messias Basques)
11. O GOSTO DA CLASSE DOMINANTE COMO FORMA A PRIORI DO JULGAMENTO (Paolo Totaro)
12. SEGURANÇA PÚBLICA: COMPREENDER PARA INTERVIR (Robson Sávio Reis Souza)

Baixar Caderno de Resenhas número 5

sbs resenhas (n. 6)

1. COTIDIANO DESPEDAÇADO PELA VIOLÊNCIA (Antonio dos Santos Pinheiro)
2. (DES) EMPREGO NO BRASIL: UM BALANÇO SOBRE O DESMANCHE
NEOLIBERAL (Carolina M. B. de Souza)
3. CULTURA HEGEMÔNICA E CULTURA POPULAR: O ROMPIMENTO DAS
FRONTEIRAS (Fabio Alves Ferreira)
4. TEMPOS DE TRANSFORMAÇÕES, TEMPOS DE INCERTEZAS: DILEMAS
HUMANOS E SOCIAIS DECORRENTES DA GLOBALIZAÇÃO (Francisco Alencar Mota)
5. A CONSCIÊNCIA BURGUESA DE CLASSE – ESPAÇO URBANO E
SOCIABILIDADE (Irlys Alencar Firmo Barreira)
6. A DINÂMICA DA ANTROPOLOGIA DE DONA EUNICE (Léa Freitas Perez)
7. EXCLUSÃO DIGITAL E NOVAS TECNOLOGIAS: UM DEBATE RUMO À
INCLUSÃO SOCIAL (Maria Aparecida Ramos da Silva)
8. ETNOGRAFANDO GANGUES DE TRAFICANTE (Ricardo Henrique Arruda de Paula)

Baixar Caderno de Resenhas Número 6

sexta-feira, 25 de março de 2011

anais sbs 2009 GT4

GT04 - Consumo, Sociedade e Ação Política

Coordenação: Fátima Portilho (UFRRJ) , Letícia Helena Medeiros Veloso (UFF)

1º Sessão - "Responsabilidade, ação política e moralidade" - 29/07

Coordenação:  Letícia Helena Medeiros Veloso(UFF) Debate:  Fátima Portilho(UFRRJ)

1 Consumo e política: neo-modernismo e reflexividade social Fátima Portilho - Autor (UFRRJ) Marcelo Castañeda - Co-Autor (UFRRJ)

2 Da massificação à ação: algumas representações sobre “o consumidor” na teoria social contemporânea Anderson Moebus Retondar - Autor (UFPB)

3 MOVIMENTOS SOCIAIS, CONSUMO CONSCIENTE E SUBJETIVIDADES: AS DONAS DE CASA SE DISPÕEM À MOBILIZAÇÃO? Maria Elisabeth Goidanich - Autor (UFSC) Carmen Rial - Co-Autor (UFSC)

4 Novas paisagens culturais: a politização de bens de consumo juvenis na propaganda Monica Machado - Autor (UFRJ)

5 Avanços e desafios na mobilização dos cidadãos em prol do consumo sustentável Marcia Andreia Silva Almeida - Autor (UFRJ)

6 Embalagem, consumo e natureza: feições do ambientalismo? Josi Paz - Autor (UNB)

7 As metamorfoses da razão empresarial da politização do consumo Nilton Ken Ota - Autor (USP)

8 Responsabilidade socioambiental e politização do consumo: o engajamento mediado pelo mercado Lucia Santa Cruz - Autor (UFRJ) Fernanda Martineli - Co-Autor (UFRJ)

9 O Consumidor “Ecologicamente Correto”:Interpretações do Argumento Ecológico Organizacional Denise Franca Barros - Autor (FGV-RJ) Bill Pereira - Co-Autor (EBAPE) Alessandra Mello da Costa - Co-Autor (FGV) Eduardo Ayrosa - Co-Autor (EBAPE-FGV)

10 Externalidades da produção e do consumo de produtos verdes na cadeia da moda brasileira. Flavio da Silveira Bruno - Autor (SENAI) Ana Filipecki - Co-Autor (FIOCRUZ) Enio Soares Júnior - Co-Autor (CETIQT)

11 Os efeitos de sentido do consumo slow food no templo do fast food Vander Casaqui - Autor (ESPM) Viviane Riegel - Co-Autor (ESPM)

12 Consumo, sustentabilidade e oferta de produtos turísticos em hotéis na selva Amazônica/Brasil Angye Cássia Noia - Autor (UFRRJ)

2º Sessão - "Outras esferas de análise: consumo popular, juventude e transgressão" - 30/07

Coordenação:  Fátima Portilho(UFRRJ) Debate:  Letícia Helena Medeiros Veloso(UFF)

1 Dinâmicas de consumo popular: acesso, circulação e valor dos objetos Christina Gladys Nogueira - Autor (UFPE)

2 Por que comprar bordados? Apontamentos sobre o discursos de artesãos em feiras internacionais. Thaís Fernanda Salves de Brito - Autor (UPM)

3 Palmas, o Dinheiro que Inclui Fernanda Rodrigues - Autor (UFC)

4 Revistas de celebridade e o consumo da felicidade nos salões de beleza de periferia Fabiana Moraes - Autor (UFPE)

5 Apropriações de tecnologias digitais e usos de celulares nas camadas populares Carla Barros - Autor (ESPM-RJ)

6 O Consumo da Mobilidade: um estudo sobre o dispositivo celular. Diego Jair Vicentin - Autor (UNICAMP)

7 Consumo dos grupos jovens: visibilidade e expressão Maria Eduarda Araujo Guimarães - Autor (Senac)

8 "É tudo nosso!": subversão e trickle up no universo funk Mylene Mizrahi - Autor (UFRJ)

9 “Música de graça” e o habitus da transgressão: jovens e pirataria digital no século XXI Letícia Helena Medeiros Veloso - Autor (UFF)

10 O original e o fake se encontram na esquina: uma etnografia do consumo nas ruas de Ipanema Fernanda Martineli - Autor (UFRJ)

11 O Shopping Oiapoque como templo de consumo belohorizontino: um estudo do tênis pirata Cristina Vilas Bôas - Autor (PUC-Minas)

3º Sessão - "Materialidade e imaterialidade" - 31/07

Coordenação:  Letícia Helena Medeiros Veloso(UFF)

1 PBF:o que dizem os gestores públicos acerca dos gastos dos beneficiários? Notas de uma pesquisa Michele de Lavra Pinto - Autor (ESPM)
Janie Pacheco - Co-Autor (ESPM)

2 Consumo domiciliar como instrumento de bem-estar e de desigualdade: micro-empreendedores da Rocinha Juliana Estrella - Autor (IUPERJ)

3 Comportamento e padrões de consumo das famílias brasileiras com seus animais de estimação em debate Lavinia Pessanha - Autor (ENCE) Fátima Portilho - Co-Autor (UFRRJ)

4 “Contamos com você”: mobilização social contra a fome, o desperdício e a indiferença Cristina Almeida Cunha Filgueiras - Autor (PUC-Minas)

5 Reconfiguração de uma tradição: o caso da torta capixaba Wander Luiz Pereira dos Santos - Autor (FACULDADES DOCTUM) Jorge Luiz dos Santos Junior - Co-Autor (UFRRJ)

6 Lógicas de compra e de venda de produtos orgânicos: observações a partir de uma feira parisiense Valter Lúcio de Oliveira - Autor (UFRRJ)

7 O lugar do prazer no consumo: Observações sobre mulheres das camadas médias do RJ e SP Solange Mezabarba - Autor (UFF)

8 Tradição, consumo e patrimonialização: apreciação de casos modelares no contexto do Recife Kátia Medeiros de Araujo - Autor (UFPE)

9 FREVO X CULTURA MIDIÁTICA: figurinos-modelos do imaginário da indústria fonográfica pernambucana Eliane da Costa Lima - Autor ()

10 Comunidade sem portas: etnografia de um bar de fim de noite Roberto Marques - Autor (URCA)

11 Cultura gay carioca: estigma, consumo e mercado Bill Pereira - Autor (EBAPE) Eduardo Ayrosa - Co-Autor (EBAPE-FGV)

12 Mudando para ser feliz: quando a profissão e a lógica do consumidor se encontram Tatiana Oliveira Siciliano - Autor (UFRJ)

1º Sessão (Laboratórios de Pesquisa) - "Responsabilidade, ação política e moralidade" - 29/07

Coordenação:  Letícia Helena Medeiros Veloso(UFF) Debate:  Fátima Portilho(UFRRJ)

1 Consumo e energia: uma visão sociológica Anna Carolina Pires Fournier - Autor (UFABC) Claudio Penteado - Co-Autor (UFABC)

2 Pensando Governo Móvel: desafios para sua implementação no Brasil
Bonnie Azevedo - Autor ()

 

2º Sessão (Laboratórios de Pesquisa) - "Outras esferas de análise: consumo popular, juventude e transgressão" - 30/07

Coordenação:  Fátima Portilho(UFRRJ) Debate:  Letícia Helena Medeiros Veloso(UFF)

1 Tudo por um filho: razões técnicas para o consumo de tecnologias reprodutivas conceptivas Martha Ramirez-Gálvez - Autor (UEL)

2 Medicalização da vida como cuidado de si: O consumo de psicofármacos em Recife. Erliane Miranda - Autor (UFPE)

3º Sessão (Laboratórios de Pesquisa) - "Materialidade e imaterialidade" - 31/07

Coordenação:  Letícia Helena Medeiros Veloso(UFF)

1 Estudo das Práticas dos Freqüentadores do Restaurante Nutrinatural na Perspectiva Etnográfica Jucimara Martins dos Santos - Autor (UBM) Heloisa Guimarães Peixoto Nogueira - Co-Autor (UFRRJ)

2 Riscos alimentares na sociedade reflexiva Pedro Junior da Silva - Autor (ESEEI)